Publicações

VIADUTO BATALHA DOS GUARARAPES: UMA ANÁLISE TÉCNICA DO ACIDENTE NO BLOCO DO PILAR P3

RESUMO

Mesmo com os avanços tecnológicos na construção civil, são inúmeros acidentes estruturais que ocorrem em obras ao redor do mundo. Buscando discutir tecnicamente as possíveis causas que influenciaram no colapso do Viaduto Batalha dos Guararapes em Belo Horizonte-MG, este trabalho apresenta uma compilação de dados do Projeto Executivo Estrutural deste viaduto. A partir de informações divulgadas publicamente, foi realizada uma análise numérica, sobre o bloco de fundação que foi indicado como o principal responsável pelo colapso desta obra de arte. No decorrer do trabalho, apresenta-se uma revisão bibliográfica da NBR 6118:2014, enfatizando as possíveis deficiências que ocorreram na elaboração do projeto e na execução da obra. A estrutura do viaduto era composta por um tabuleiro em formato de caixão fechado, que se apoiava no topo dos pilares por meio de apoios metálicos. Estes pilares apoiavam-se sobre blocos de concreto e estacas escavadas. Os registros do acidente sugerem uma concepção pouco recomendada da geometria do bloco B3, que possuía altura relativamente baixa quando comparada às suas dimensões em planta. Além disso, as dez estacas, eram dispostas em duas linhas paralelas, indicando que as estacas mais afastadas do eixo do pilar P3 não absorviam os esforços oriundos da superestrutura, tendo em vista os conceitos de bielas e tirantes, contidos na NBR 6118:2007, que recomendava uma análise mais complexa incluindo verificação de punção no caso de blocos flexíveis. A análise do bloco após o ocorrido dá indícios de cisalhamento puro, sem que houvesse flexão, o que pode indicar que a taxa de armadura não foi fator preponderante para a sua ruptura. A causa da queda do viaduto ainda não foi devidamente esclarecida pelas autoridades que investigam o caso, entretanto pode-se concluir que um somatório de erros culminaram no acidente, cometidos em todas as etapas do empreendimento.

Download do artigo completo (PDF – 1.6 MB)

Download dos modelos de análise numérica (ZIP – 24,5 MB)

PILARES MISTOS COM PLACAS DE BASE ABERTAS SOLICITADOS À FLEXO-COMPRESSÃO

RESUMO

Este trabalho apresenta um estudo experimental para avaliar o comportamento de um pilar misto, constituído por um perfil de aço tubular quadrado preenchido com concreto, com placa de base aberta, favorecendo a conexão direta do concreto armado do núcleo do pilar aos elementos de fundação. Os esforços resistidos pelo perfil de aço, concreto e armadura são avaliados, assim como o comportamento da placa de base. Os resultados experimentais são comparados com resultados numéricos obtidos com o programa Abaqus.

Download do artigo completo (PDF – 1,2 MB)

ANÁLISE EXPERIMENTAL DE LAJES COGUMELO NERVURADAS DE CONCRETO ARMADO COM PILARES METÁLICOS

RESUMO

Foram analisadas experimentalmente oito lajes cogumelo nervuradas de concreto armado com pilares centrais metálicos, submetidas a carregamento simétrico, com o objetivo de se investigar o comportamento ao esforço cortante nas nervuras e comportamento à punção na região maciça das lajes.

As lajes eram quadradas com 1850 mm de lado e espessura de 130 mm, com um pilar central metálico constituído por dois perfis “I” (100 x 80 x 3,5 mm) solidarizados, e um capitel metálico (300 x 240 x 10 mm) para a transferência de carga para a laje. As nervuras possuíam espaçamento entre eixos igual a 300 mm e seção transversal com 50 mm de largura e 130 mm de altura. O espaço entre as nervuras foi preenchido com blocos de EPS.

O programa experimental foi constituído por duas lajes de referência, duas lajes com fibras de aço incorporadas ao concreto e quatro lajes que possuíam armadura de cisalhamento nas nervuras, sendo uma com armadura do tipo pino com a cabeça para cima; uma com armadura do tipo pino com a cabeça para baixo; uma laje com estribo aberto com inclinação de 450 e outra com estribo convencional retangular fechado vertical.

São apresentados e analisados os resultados experimentais obtidos das cargas últimas e tipos de ruptura, padrão de fissuração, deformações da armadura de cisalhamento, deformações da armadura de flexão, deformações no concreto e deslocamentos verticais (flechas). Os resultados experimentais são também comparados com as estimativas teóricas da carga de ruptura para diversas normas de projeto e pela teoria das linhas de ruptura.

Download do artigo completo (PDF – 5,2 MB)